O Clube Mulheres de Negócios de Portugal

O Clube Mulheres de Negócios de Portugal nasceu em plena pandemia, em 09 de Março de 2020, com a missão de reunir mulheres de negócios de diversas ocupações, por meio de uma plataforma digital e uma App, simples, intuída e constante aperfeiçoamento. Um clube feminino inclusivo e amplo que fortalece os relacionamentos em reuniões de networking mensais onde há partilha de conhecimentos, informação, ferramentas, oportunidades de parcerias para negócios. Com foco no relacionamento empresarial feminino, de várias partes do mundo, constitui-se em uma rede de networing exclusivamente em Língua Portuguesa. Com a máxima “a primeira liberdade feminina é a financeira” , o Clube cresceu entre Maio de 2020 e Março de 2021, 360%, comprovando a sua assertividade em representar a necessidade do público ao qual se destina.


The Clube Mulheres de Negócios de Portugal was born in the middle of a pandemic, on March 9, 2020, with the mission of bringing together business women of different occupations, through a digital platform and an App, simple, intuitive and in constant improvement. An inclusive and broad women's club that strengthens relationships in monthly networking meetings where knowledge, information, tools, business partnership opportunities are shared. Focused on the female business relationship, from various parts of the world, it constitutes a networing network exclusively in Portuguese. With the core "the first female freedom is financial", the Club grew between May 2020 and March 2021, 360%, proving its assertiveness in representing the needs of the target audience.


Entrevista com a fundadora:


INPM: Quando e Como surgiu o projeto propriamente dito?

Rijarda Aristóteles: Como projeto, posso dizer que nasceu em 2016 quando percebi uma necessidade de juntar mulheres, de várias nacionalidades, em Lisboa e Cascais, com muitos desafios como é suposto, para que juntas pudessem estabelecer networking, com um foco específico: criar sinergia e parcerias para potenciar suas competências em negócios. Na época, como agora, defendo que a primeira liberdade feminina é a financeira e que, portanto, deve-se desenvolver e perseguir o foco, o que para a mulher é sempre mais desafiador. Contudo, no grupo este princípio era, e é, mandatário. Foco, precisão no tempo, assertividade e não sexismo ou vitimismo, foram os ingredientes que fizeram que entre 2016 e 2020 o grupo permanece ativo em reuniões mensais.


INPM: Quem são os promotores?

Rijarda Aristóteles: O nosso Clube é formado e promovido por mulheres divididas em três áreas: Empreendedora - O Clube recebe empreendedora ou profissional liberal que acredita e pratica networking. No Clube ela tem acesso ao conhecimento e ferramentas para criar parcerias, potenciar seus negócios ou serviços. Empresa parceira, esta inclusive pode ser dirigida por homens e que para aderir ao Clube deve indicar uma mulher como representante. As empresas podem divulgar seus produtos, logomarcas e têm a possibilidade de interagir diretamente com todos os membros. Aliás, todas as participantes do clube podem interagir, criar grupos específicos, apresentar seus produtos. Embaixadoras são mulheres ativas e representantes do negócio do Clube. Têm todas as prerrogativas das demais participantes, acrescido de uma ação ativa, porque é por meio destas que a Nação Empreendedora em Língua Portuguesa se materializa. Hoje temos Embaixadas em várias cidades de Portugal, Brasil, Reino Unido, Espanha, França, Angola, etc.


INPM: Investir em PORTUGAL e nesta área, quais os desafios?

Rijarda Aristóteles: Nós somos uma Plataforma. O nosso negócio desenvolve atualmente 100% on line. Este modus operandi permite agilidade, alta performance em nosso ambiente de negócio. Somos muito jovens como negócio constituído. Contudo, Portugal, como os 27 membros da União Europeia, tem investido em Starups, em empresas digitais, como modelo para recuperação económica. O espaço europeu abrange 246 mil Starups, o que demonstra o crescimento deste ambiente de negócio. Em Portugal, o desafio maior ainda é o investimento em negócios nascentes, disruptivos e não tradicionais.


INPM: Têm planeado/Estão ativos em internacionalização?

Rijarda Aristóteles: O nosso negócio tem por base a internacionalização seja do nosso próprio quanto das empresárias e empreendedoras organizadas em nossa Plataforma. A base é promover a cultura sem fronteira para os negócios. Possibilitar que mulheres aprendam a fazer e a usar a sua capacidade relacional para o desenvolvimento dos seus negócios, de modo inclusivo, ou seja mulheres que vivem no norte ou nordeste brasileiros, ou em aldeia em Portugal, promover o seu negócio, em sua própria Língua, com mulheres dos Estados Unidos, por exemplo, é algo que certamente tem um impacto importante e revelante na economia.


INPM: Para investidores internacionais/expats interessados nesta área de mercado, que aconselharia? Como venderia o projeto/produto para investimento no nosso mercado nacional?

Rijarda Aristóteles: Sou Internacionalista com foco na construção de cenários. Posso afirmar que Portugal é um dos melhores mercados para investir em negócios próprios ou de terceiros e um bom país para se viver. Cada vez mais se busca criar o binómio: investir/morar. Foi o que percebi em 2014 quando fiz uma construção de Cenários de alguns países europeus para escolher onde morar e empreender. Na época, Janeiro de 2014, quando fiz a avaliação da perspetiva brasileira percebi que, infelizmente, o Brasil começaria o seu pior cenário com uma crise sem precedentes. Ao avaliar 4 países europeus percebi que o único que dava sinais de um crescimento sustentável seria Portugal. Claro que os desafios inerentes e os ecos de um passado muito complexo, de economia atrasada e cultura retrógrada ainda se fazem sentir. Porém, é um país que indico e invisto. A minha estratégia para trabalhar o nosso projeto é entender como é Portugal de hoje. Respeitar e reconhecer o lado positivo, o desejo de ser aceito por meio de projetos pioneiros e ser parte ativo da União Europeia, são indicativos que sugiro serem relevados ao lado do crescimento económico. De certo modo, a componente política que gera uma certa confiança nas instituições também tem relevância. Assim quando apresentamos o nosso negócio o fazemos na perspetiva de Portugal, porque é ele português mesmo sendo de âmbito ou de alcance internacional.


INPM: Existem GAPS em Portugal na sua área de negócio? Como os observa e o consegue enquadrar e gerir no projeto “empresa”?

Rijarda Aristóteles: O GAP maior ainda é o cultural. A mulher, principalmente entre os 35/50 anos, enfrenta desafios de uma cultura patriarcal e, por conseguinte, com um viés de uma intensa luta para fazer ressair a enorme capacidade, competência e assertividade da mulher portuguesa. Por outro lado, principalmente as cidades maiores, como Lisboa e Porto, cada vez mais cosmopolitas, começam a ditar algumas regras que impulsionam o ressignificar da presença feminina em várias áreas de liderança económica e política. Sinto isto em nosso Clube. Temos a presença ativa de portuguesas espetaculares também representando outros países como Reino Unido e França, por exemplo. Mulheres que estão a romper amarras culturais. Isto é magnífico. INPM: Nesta fase de pandemia, como vislumbra os próximos dois anos na vossa área de mercado? Rijarda Aristóteles: Seguramente, o Clube Mulheres de Negócios de Portugal crescerá de maneira sustentável, assertiva e constante. A nossa estratégia é a implementação de uma rede de Mulheres de Negócios em várias cidades do Mundo. Para tal, temos um plano de negócio bem afinado e para os próximos quatro anos. Investimos muito em sinergia e divulgação entre as nossas Embaixadoras. Em dois anos teremos uma boa parte da nossa rede construída com a nossa presença sistemática em 1/3 dos países reconhecidos pela ONU e tem possibilidade de desenvolvimento de negócios femininos em Língua Portuguesa.


INPM» Em sua opinião, Portugal vale a pena nesta área? Porquê?

Rijarda Aristóteles: A liderança feminina em negócios durante a Pandemia ficou mais visível não necessariamente pelos motivos justos. Como em todos os países, as mulheres foram as mais afetadas por perderem seus postos de trabalho e muitas tiveram que fechar portas. Este ambiente de desafios cria necessidade e gera maior criatividade. O Clube Mulheres de Negócios de Portugal é o negócio certo no tempo e no local certos. Ele, o Clube, sintetiza a “ Real Story” de mulheres empreendedoras. Somos mulheres de verdades com suas histórias e necessidades. Então, o nosso Clube é a melhor alternativa para quem acredita e pratica o networking empresarial, único e exclusivo em Língua Portuguesa. Além de negócios surgidos no interior do Clube tem-se um sentido de pertença de uma nacionalidade que une e quer crescer.E Portugal, hoje, é um país destino de muitos investidores, empresários que como eu buscam o binómio investir e viver. O nosso negócio atende precisamente esta necessidade.






INPM: When and How did the project itself come about?

Rijarda Aristóteles: As a project, I can say that it was born in 2016 when I realized a need to bring together women, of different nationalities, in Lisbon and Cascais, with many challenges as it is supposed, so that together they could establish networking, with a specific focus: creating synergy and partnerships for enhance your business skills. At the time, as now, I argue that the first female freedom is financial and that, therefore, one must develop and pursue the focus, which for women is always more challenging. However, in the group this principle was, and is, mandatory. Focus, precision in time, assertiveness and non-sexism or victimization, were the ingredients that made the group remain active in monthly meetings between 2016 and 2020.


INPM: Who are the promoters?

Rijarda Aristóteles: Our Club is formed and promoted by women divided into three areas: Entrepreneur - The Club welcomes entrepreneur or liberal professional who believes and practices networking. At the Club, she has access to knowledge and tools to create partnerships, boost her business or services. Partner company, this can even be run by men and that to join the Club you must appoint a woman as a representative. Companies can advertise their products, logos and have the possibility to interact directly with all members. In fact, all club members can interact, create specific groups, present their products. Ambassadors are active women and representatives of the Club's business. They have all the prerogatives of the other participants, plus active action, because it is through these that the Entrepreneurial Nation in Portuguese materializes. Today we have Embassies in several cities in Portugal, Brazil, the United Kingdom, Spain, France, Angola, etc


INPM : Investing in PORTUGAL and in this area, what are the challenges?

Rijarda Aristóteles: We are a Platform. Our business currently develops 100% on line. This modus operandi allows agility, high performance in our business environment. We are very young as a constituted business. However, Portugal, like the 27 members of the European Union, has invested in Starups, in digital companies, as a model for economic recovery. The European space covers 246 thousand Starups, which demonstrates the growth of this business environment. In Portugal, the biggest challenge is still investing in nascent, disruptive and non-traditional businesses.


INPM: have planned / Are you active in internationalization?

Rijarda Aristóteles: Our business is based on the internationalization of both our own and the entrepreneurs organized on our Platform. The basis is to promote a borderless culture for business. Enable women to learn to do and use their relational capacity for the development of their business, in an inclusive way, that is, women who live in the north or northeast of Brazil, or in a village in Portugal, to promote their business, in their own language , with women from the United States, for example, is something that certainly has an important and revealing impact on the economy


INPM: For international investors / expats interested in this market area, what would you advise? How would you sell the project / productforinvestmentin our national market?

Rijarda Aristóteles: I am an internationalist with a focus on building scenarios. I can say that Portugal is one of the best markets to invest in own or third party businesses and a good country to live in. More and more people are trying to create the binomial: invest / live. That was what I realized in 2014 when I built scenarios for some European countries to choose where to live and undertake. At the time, January 2014, when I made the assessment of the Brazilian perspective, I realized that, unfortunately, Brazil would start its worst scenario with an unprecedented crisis. When evaluating 4 European countries I realized that the only one that showed signs of sustainable growth would be Portugal. Of course, the inherent challenges and echoes of a very complex past, of backward economy and backward culture are still being felt. However, it is a country that I recommend and invest. My strategy for working on our project is to understand what Portugal is like today. Respecting and recognizing the positive side, the desire to be accepted through pioneering projects and to be an active part of the European Union, are indications that I suggest being highlighted alongside economic growth. In a way, the political component that generates a certain confidence in institutions is also relevant. So when we present our business we do it from the perspective of Portugal, because it is Portuguese even if it is of international scope or scope.


INPM: Are there GAPS in Portugal in your business area? How do you observe them and manage to frame and manage them in the “company” project?

Rijarda Aristóteles: The biggest GAP is still the cultural one. Women, especially between 35/50 years of age, face challenges from a patriarchal culture and, therefore, with the bias of an intense struggle to bring out the enormous capacity, competence and assertiveness of Portuguese women. On the other hand, mainly the larger cities, such as Lisbon and Porto, which are increasingly cosmopolitan, begin to dictate some rules that propel the resignification of the female presence in various areas of economic and political leadership. I feel it in our Club. We have an active presence of spectacular Portuguese also representing other countries such as the United Kingdom and France, for example. Women who are breaking cultural ties. This is magnificent. INPM: In this pandemic phase, how do you see the nexttwo years in your market area? Rijarda Aristóteles: The Clube de Negócios de Portugal will certainly grow in a sustainable, assertive and constant manner. Our strategy is to implement a network of Business Women in several cities around the world. To this end, we have a well-tuned business plan for the next four years. We have invested a lot in synergy and dissemination among our Ambassadors. In two years we will have a good part of our network built with our systematic presence in 1/3 of the countries recognized by the UN and has the possibility of developing female businesses in Portuguese.


INPM: In your opinion, is Portugal worth itin this area?

Rijarda Aristóteles: Female business leadership during the Pandemic became more visible, not necessarily for the right reasons. As in all countries, women were most affected by losing their jobs and many had to close their doors. This challenging environment creates need and generates greater creativity. The Portuguese Business Women Club is the right business at the right time and in the right place. He, the Club, sums up the “Real Story” of women entrepreneurs. We are women of truth with their stories and needs. So, our Club is the best alternative for those who believe and practice business networking, unique and exclusive in Portuguese. In addition to the businesses that have arisen inside the Club, there is a sense of belonging to a nationality that unites and wants to grow. And Portugal, today, is a destination country for many investors, entrepreneurs who, like me, look for the binomial to invest and live. Our business meets precisely this need.






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